Arquivado em: o maravilhoso mundo chamado uemg | Tags: 2009, faculdade, saco, uemg, vida
- coleguinhas de sala que entopem cada minuto da aula com comentários pseudo-sarcásticos e quês de superioridade.
- turmas que não se adequam ao curso.
- professores com metodologias imutáveis.
- gente fedida.
- alunos que falam demais e pensam de menos.
- cosplays voluntários de bumba-meu-boi nas áreas comuns da faculdade.
- olhares feios e atravessados carregados de ódio de mamulenga.
- cantinas com filas.
- xerox com filas.
- filas com gente que faz cosplay e olha feio.
- intervenções sem conceito.
- intervalos lotados.
- DAs com idéias e prazos que parecem piadas de palhaço de quinta.
- perguntas que pedem respostas gigantescas às 22:35.
- bibliotecas burocráticas.
- secretarias burocráticas.
- diretorias burocráticas.
- núcleos de pesquisa burocráticos.
- van goghs, picassos, michelangelos, e outros artistas clichês em aulas de expressão gráfica.
- turmas que não ententem piadas de humor negro.
- gente inusitadíssima que te dá follow no twitter e acha que passa ser seu amigo íntimo instantâneo.
- gente que te cumprimenta com abraços e beijos na faculdade porque simplesmente acha que você corresponde à amizade instantânea.
- gente que finge que você não existe, por prazer.
- verticalização e/ou desmembramento do que ousam chamar de campus.
- alunos que brincam de boneca no meio da aula.
- predominância de chás gelados horríveis na geladeira da cantina.
continua…
nos idos de 2000 e uns, o mundo acadêmico sofreu uma rebordosa triste: todo mundo resolveu ser designer.
e quando eu digo TODO MUNDO, eu digo TODO MUNDO.
gente com cara de veterinária, direito, medicina, zootecnia, biblioteconomia, letras [...], gente nova, gente velha, gente bem vestida e gente mal vestida. essa galera toda resolveu que ‘design’ era um bom nome pra se ter no diploma de bacharel e foi lá fazer a inscrição do vestibular.
lógico, como a boa lei da oferta e procura não falha, as faculdades TODAS resolveram abrir cursos de design-de-qualquer-coisa.
pois bem.
nos 2000 e noves acontece o mesmo, porém com moda. e tenho observado isso aqui na capital mineira tomar proporções quase irritantes. TODO MUNDO resolveu fazer moda, estilo, design de moda, produção de moda, o caralho na moda. todo mundo resolveu ter um sitezinho de camisetas descoladas, todo mundo resolveu fazer curso de corte e costura, todo mundo resolveu achar a moda japonesa uma boa inspiração e achar que copiar os outfits das gêmeas Olsen é uma boa ideia pra se vestir bem de domingoadomingo. esbórnia.
e as instituições estão aí, abrindo vestibulares e abrigando gente da biologia em moda.
longe de mim ser preconceituosa. só penso – e sempre pensei – que moda não é um curso ’segunda opção’ como muitos (MUITOS) tratam – e tratavam o design. tanto não é que você nunca precisou ser graduado em moda pra ser bom na coisa. ELA é o nosso mais clássico exemplo. pra fazer moda requer paixão, prazer, amor mesmo, assim como fazer qualquer outra arte. assim como cada universitário deveria tratar o seu curso e correr atrás dele.
e, sinceramente amiga, faculdade nenhuma vai te ensinar a ser fashionista.









