nos idos de 2000 e uns, o mundo acadêmico sofreu uma rebordosa triste: todo mundo resolveu ser designer.
e quando eu digo TODO MUNDO, eu digo TODO MUNDO.
gente com cara de veterinária, direito, medicina, zootecnia, biblioteconomia, letras [...], gente nova, gente velha, gente bem vestida e gente mal vestida. essa galera toda resolveu que ‘design’ era um bom nome pra se ter no diploma de bacharel e foi lá fazer a inscrição do vestibular.
lógico, como a boa lei da oferta e procura não falha, as faculdades TODAS resolveram abrir cursos de design-de-qualquer-coisa.
pois bem.
nos 2000 e noves acontece o mesmo, porém com moda. e tenho observado isso aqui na capital mineira tomar proporções quase irritantes. TODO MUNDO resolveu fazer moda, estilo, design de moda, produção de moda, o caralho na moda. todo mundo resolveu ter um sitezinho de camisetas descoladas, todo mundo resolveu fazer curso de corte e costura, todo mundo resolveu achar a moda japonesa uma boa inspiração e achar que copiar os outfits das gêmeas Olsen é uma boa ideia pra se vestir bem de domingoadomingo. esbórnia.
e as instituições estão aí, abrindo vestibulares e abrigando gente da biologia em moda.
longe de mim ser preconceituosa. só penso – e sempre pensei – que moda não é um curso ’segunda opção’ como muitos (MUITOS) tratam – e tratavam o design. tanto não é que você nunca precisou ser graduado em moda pra ser bom na coisa. ELA é o nosso mais clássico exemplo. pra fazer moda requer paixão, prazer, amor mesmo, assim como fazer qualquer outra arte. assim como cada universitário deveria tratar o seu curso e correr atrás dele.
e, sinceramente amiga, faculdade nenhuma vai te ensinar a ser fashionista.
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post rápido, apenas com alguns exemplos das minhas brincadeiras dos últimos dias:



♫ kelly osbourne – papa don’t preach









