no último sábado finalmente assisti ao ‘Across the Universe‘ (12 October 2007 - USA), no Usina Unibanco. e quase não consigo, já que o filme foi - infelizmente - pouquíssimo divulgado aqui na Roça-Grande (leia, Belo Horizonte) e os horários estão os mais alternativos possíveis. triste.

pois bem.
se eu dissesse que o filme é maravilhoso seria, além de clichê, muito pouco para resumí-lo. o filme atende e ultrapassa todos os meus requisitos para chamar um filme de ‘magnífico’.

trata-se de um musical. e musical é um gênero pra filmes realmente peculiar, que normalmente se enquadra em 2 categorias únicas: muito ruim ou muito bom. queria muito assistir, mas estava com um pé atrás sincero, tragicamente adquirido após o Sweeney Todd, de Tim Burton.
e é justamente aí que o filme supreende: traz o melhor repertório musical que um filme do tipo poderia ter (a obra da maior e melhor banda que o mundo já experimentou: The Beatles) e joga, indescritivelmente bem, com o todo. sem cantorias desnecessárias e sem cansar.

e não só porque é regado dos versos dos Garotos de Liverpool do começo ao fim, em vozes lindíssimas, que o filme acaba por ser tão surpreendente. a cada cena descobrimos o motivo (depois de passar horas e horas cantarolando a trilha, também.).

alguns podem dizer que o filme tem erros e que até chegar na metade, parece um pouco sem roteiro, monótono. que força pra encaixar as músicas dos Beatles em qualquer micro-situação do filme.
erros existem mesmo. o fato da adolescente ‘de porcelana’ de classe alta dos EUA da década de 1960 ter ido passar o verão com o irmão em NY e nunca ter sequer avisado a família que ficaria lá pra sempre, é um exemplo bem considerável. but, who really cares? todo filme tem erro. me fale de um que foge à esta regra.
um filme sem roteiro? se visto com um olhar bem analítico, nada artístico, pode parecer, sim. o @aesposito mencionou vários exemplos em seu review.
porém, se visto de forma contrária, tais detalhes passam batidos. convenhamos: musical nenhum é feito apenas de inovações.

político, artístico, graficamente bem feito e pertinente, musical. marcante.
um musical que cumpre sua função. um musical que passa das duashorasemeia de duração, sem que percebamos.
sem dúvida, já tá lá, na minha listinha dos melhores.

eu recomendo DEMAIS.

- ah, se Jim Sturgess cantasse ‘All my Loving’ assim pra mim. hê! -

quer ficar horas e horas cantarolando a trilha delícia? baixa aqui, ó! (roubado do blog do André)



4 Responses to “lisie viu: across the universe.”  

  1. 1 Lucas Petes

    o rei leão não tem erros.

    e tenho dito.
    (nem chamou, neh :| )

  2. 2 Renato

    não tenho boas recordações de musicais. sempre os evito.
    mas desde que li algumas resenhas, inclusive a sua, venho com uma certa vontade pra assistí-lo :D

    ah, e all my loving com o jim sturgess é linda mesmo *-*

  3. 3 André [@emfoco]

    Yay! \o/
    E não é que eu to aqui! :D *honrado*
    Até coloquei vc no meu blogroll lá!

    É tenho que concordar com o que você disse sobre o filme. Chega a ser mágico e a gente sai do cinema e quando repara está com aquele sorriso largo na cara como se tivesse acabado de sabia daquele “sonho acordado” sabe? Coisas do cinema e de bons filmes! :)

    Abraços, srta!

  1. 1 lisie foi, mas lisie volta! - pt. 1 « oh, lisie is bigger

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