quem é vivo… - parte 1!
depois de 2 dinastias sem escrever, momentos memoráveis de estagnação mental, preguiça, ócio nada-criativo, problemas de percurso, enchentes, maremotos, tempestades de neve, areia, gafanhotos e canivetes, fim de semestre na faculdade, sumiço dos golfinhos e outros, voltei. ê!
voltei com um combo considerável de novidades e recomendações. filmes, músicas e um post dedicado ao Fashion Rio e SPFW.
vamos, então. chega dessa churumela toda.
dividi o post em partes. hoje vamos de filmes. (:
speed racer:
gostei, e não vi nenhuma opinião parecida com a minha. gostei, e gostei de verdade. o jogo de imagens, figurinos, cores, músicas. tudo essencialmente fiel ao desenho. e os irmãos-matrix acertaram mais uma vez.
concordo que tá bem longe de ser melhor que matrix e v de vingança. mas ainda assim, tem o seu lugar.
sex and the city:
filme de mulherzinha. mesmo. em tudo. eu me recuso a fazer alguma review imparcial sobre ele. afinal…
- ah! os manolos… -
opa!
wall.e:
eu poderia ficar horas escrevendo loucamente sobre cada piada nerd, cada detalhe essencialmente ‘apple’, cada genialidade pixar, cada forfurinha do filme.
poderia falar o quão doce é aquele robô faxineiro - e a vontade que dá de ter um dele em casa te fazendo companhia -. poderia falar da sinceridade do olhar dele (muito mais verdadeiro que o de muita gente por aí), poderia falar N coisas.
mas não. wall.e - como foi muito bem colocado pela Veja - não é um filme pra ser comentado. é pra ser visto.
e reforço: visto, apreciado, deliciado, degustado. várias vezes.
se você não viu, dá pra ter um gostinho com o trailer. se viu, alimente a vontadezinha de quero mais.
e amanhã tem ‘quem é vivo… - parte 2′, hein!
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aconteceu no último 17, o Interminas.
mais um daqueles eventos web-nerds bacanas - ou com a intenção de ser assim -, cheio de web-nerds ‘bacanas’, palestras teoricamente bacanas e outras coisas naturalmente bacanas (vou me conter e não falar absolutamente nada sobre as sacolas vazias da DialHost nada bacanas), e que até então nunca tinha acontecido (salvo o Encontro de WebDesign) em BH - uma cidadezinha inegavelmente bacana, vai.
O evento foi promovido pelo Imasters, mesmos organizadores do Intercon que rola em SP. Contou com o apoio da agência 5Clicks daqui de BH, OiFM, Videolog - dentre outros - e patrocínios diversos, como UOL, DialHost e Locaweb.
- chega de propaganda, né? -
E, na manhã de sábado, estavam lá reunidos no Minascentro, o assunto chave deste post: figurinhas marcantes e influentes da internet e/ou meio nerd brasileiro e seus figurinos notáveis.
- alguém realmente achou que eu fosse me dar ao trabalho de falar sobre as bonitas desproporcionais do DialHost, seus modelitos verde-diarréia-futurista e a patética performance da dança do quadrado? ah, não sou obrigada. -
pois bem. a minha diversão começou cedo. eu - e os presentes um pouco atentos. - me supreendi com a constante mistura de cores, estampas, texturas, materiais, uso de viseiras dentro do auditório e UFA!. uma verdadeira harajuku-nerd no palco do auditório do Minascentro, recheado de decoras, menos coloridos.
vi coisas dignas de ‘baú da avó’, looks de parzinho (desculpa, gente. mas Saulo Medeiros e Marlos Carmo estavam bonitinhos demais fazendo a ‘dupla 5clicks’!), calças de tactel (eternas na supremacia ‘ausência de conforto’.), o jogo difícil de engolir de marrom + cinza, e o indiscutível visual off-white absolutamente verão retrasado.
mesa redonda: Saulo Medeiros, Paulo Valadares, Rafael Apocalypse, Marlos Carmo, Rodrigo Bressane, Ronaldo Gazel.
Maria Lúcia Antônio - Fiat.
mas eu não tou aqui só pra tacar pedras. ah, não! sei elogiar também.
os senhores Camiseteria e Brainstorm#9 mostraram-se simples e objetivos. como todo nerd deveria ser pra se vestir. Luli Radfaher usou algo bem a cara dele: único. e acertou. o Rafael Apocalypse tomou jeito depois da gafe no Campus Party (influência, aposto!)! e sim, eu gostei dos visuais Marlos e Saulo.
Luli Radfaher, Carlos Merigo, Cristiano Dias, Fabio Seixas, Saulo Medeiros
Luli Radfahrer
fútil ou não, garanto que minha impressão sobre o Interminas foi um pouco mais divertida sob esse ponto de vista. não fui para o evento com o meu olhar consultora-certoeerrado online, mas foi inevitável não colocá-lo pra funcionar lá. e adorei!
quer mais fotos? tem aqui e aqui.
agradecimento ao Luis, pelas fotos.
agradecimento especial ao Apocalypse pelas fotos, companhia indiscutivelmente ótima e blusa de frio.
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depois de mandar mensagens chatinhas para o andar de cima da Visie, ler mais 3 páginas do livro nerd, escutar Dragonette, Air e mais algumas coisas coesas no Ipod, publicar o post anterior e reclamar mais - em silêncio - do teclado do notebook do Apocalypse, o mesmo desceu e fomos almoçar. ali mesmo, perto da Visie, com as pessoas da Visie.
- mãe, conheci o senhor tableless e ele é enorme! hê -
mas o meu primeiro dia em São Paulo não foi feito só disso. ô, e como não foi.
das muitas aventuras dele, extraí MILHÕES de ensinamentos válidos indispénsáveis pra toda a minha vida, a partir de agora. (até o final desse post eu decido se coloco a listinha. é quase humilhante.)
- sempre é humilhante ter que concordar com a sua mãe e com tios de 25 anos quando dizem que você é inconsequente. -
num balanço geral, posso dizer que: nunca tomei um chocolate quente tão maravilhoso quanto o da Starbucks; nunca comi um cachorro-quente tão digno e de tão difícil manuseio (HÊ) como o do Black Dog; nunca senti tanto frio em SP; nunca me orgulhei tanto da disciplina de alguém; nunca fiz tanta piada com um mesmo substantivo e com o sobrenome de alguém, na mesma frase; não me perdi no metrô [!!!!!!!!!!] e outras MUITAS coisas. delicinhas, de verdade.
aí, o feriado acabou, eu tive que voltar e ainda não encontrei meio motivo plausível e realmente digno pra isso.
definitivamente, a minha vida está de mudança pra São Paulo e eu tenho me sentido quase (quase?) sem alma em Belo Horizonte.
- mas não tá na hora de falar disso ainda. -
os ensinamentos? ok, eu me permito:
- anotar no braço a placa do ônibus pra não ficar perdida na parada me ajudou bastante. não sei o que seria de mim na primeira madrugada viajando.
- SEMPRE colocar o DDD ao ligar pra celulares, quando fora da sua cidade. mesmo que o número chamado também seja do mesmo DDD, a chamada pode cair em alguma caixa postal obscura e te levar a duvidar da masculinidade de outrem.
- reservar hotel com antecedência mínima de 4 dias antes da viagem. essa história de mineiro-só-vai-pra-praia-em-feriado não rolou. eu esqueci completamente de todo o restante do proletário brasileiro que resolveu ir pra São Paulo no feriado.
- reparar no chuveiro do hotel é essencial.
- japoneses não conhecem o lado negro da força. nem o quentinho.
- paulistas são daltônicos, têm o mesmo tom de voz e não devem saber a diferença entre o charme e o funk [?].
- existem homens que não deixam a toalha molhada em cima da cama, por mais que isso seja pra agradar uma mulher chata num primeiro momento.
- ‘vamos pedir pizza, assistir filme e esperar a chuva passar’ é desculpa universal pra comer mulher.
chega, né?
não.
e digo mais: quero voltar. assim, ontem.
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muita gente sabia, muita gente não sabia.
bem, vim passar o feriado frio de diadoproleáriosofridobrasileiro em SP. quase irônico.
a viagem em si foi bem tranqüila (o ‘A’ do notebook do Apoca tá tipo coisa terrível. precisei digitar a palavra ‘tranquila’ umas 4 vezes.). tinha uma excursão de surdinhos indo para Atibaia no ônibus e, pra ter mais ironia bacana, eles conversaram a viagem inteira.
na primeira parada eu não sabia de verdade o que fazia ali nem o que fazia com o cartão do restaurante. muito menos notei que alguém tinha me entregado um cartão na entrada. não sabia de comia algo ou se só bebia. mal tava enxergando os atendentes. foi estranhíssimo. misto de sono com ansiedade e medo de enjoar. (não. não errei o ônibus quando voltei.)
se eu dormi? quase nada. tanto por causa da conversa descolada* dos surdinhos - que só saíram do ônibus por volta das 5h da manhã -, quanto pela ansiedade mesmo. fora a gripe relâmpago que tentou me abduzir.
por fim, cheguei na rodoviária caótica da capital paulista, encontrei - depois de um puta susto, abandono e barbeiragem com o celular** - o Apocalypse e eu viemos pra Visie.
tá quase na hora do almoço e eu permaneço abandonada na sala da Visie, ouvindo o OST de ‘Across the Universe‘ (até parece que só tem isso no meu ipod pra ouvir), enquanto os engajados em criacionismo, evolucionismo ou nadadissomesmo se divertem lá em cima. já presenciei discussão nerd, já li 40 páginas de um livro nerd, já errei a porta do banheiro e fui cair numa outra sala com a melhor cara de tacho que tinha no meu estoque de pronta entrega.
- esse teclado tá ruim mesmo. geez! -
em breve, mais cobertura.
em breve, fotos no flickr.
espero almoçar também… em breve!
*os surdinhos conversaram mesmo. com luzdecotoquinho (só o lucas entende essa) acesa e soltando uns ruídos altos e bizarros.
**tentei ligar pro Apocalypse e avisar que tinha chegado, mas caía na caixa postal de uma Natália. gozado né?
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lisie viu: across the universe.

no último sábado finalmente assisti ao ‘Across the Universe‘ (12 October 2007 - USA), no Usina Unibanco. e quase não consigo, já que o filme foi - infelizmente - pouquíssimo divulgado aqui na Roça-Grande (leia, Belo Horizonte) e os horários estão os mais alternativos possíveis. triste.
pois bem.
se eu dissesse que o filme é maravilhoso seria, além de clichê, muito pouco para resumí-lo. o filme atende e ultrapassa todos os meus requisitos para chamar um filme de ‘magnífico’.
trata-se de um musical. e musical é um gênero pra filmes realmente peculiar, que normalmente se enquadra em 2 categorias únicas: muito ruim ou muito bom. queria muito assistir, mas estava com um pé atrás sincero, tragicamente adquirido após o Sweeney Todd, de Tim Burton.
e é justamente aí que o filme supreende: traz o melhor repertório musical que um filme do tipo poderia ter (a obra da maior e melhor banda que o mundo já experimentou: The Beatles) e joga, indescritivelmente bem, com o todo. sem cantorias desnecessárias e sem cansar.
e não só porque é regado dos versos dos Garotos de Liverpool do começo ao fim, em vozes lindíssimas, que o filme acaba por ser tão surpreendente. a cada cena descobrimos o motivo (depois de passar horas e horas cantarolando a trilha, também.).
alguns podem dizer que o filme tem erros e que até chegar na metade, parece um pouco sem roteiro, monótono. que força pra encaixar as músicas dos Beatles em qualquer micro-situação do filme.
erros existem mesmo. o fato da adolescente ‘de porcelana’ de classe alta dos EUA da década de 1960 ter ido passar o verão com o irmão em NY e nunca ter sequer avisado a família que ficaria lá pra sempre, é um exemplo bem considerável. but, who really cares? todo filme tem erro. me fale de um que foge à esta regra.
um filme sem roteiro? se visto com um olhar bem analítico, nada artístico, pode parecer, sim. o @aesposito mencionou vários exemplos em seu review.
porém, se visto de forma contrária, tais detalhes passam batidos. convenhamos: musical nenhum é feito apenas de inovações.
político, artístico, graficamente bem feito e pertinente, musical. marcante.
um musical que cumpre sua função. um musical que passa das duashorasemeia de duração, sem que percebamos.
sem dúvida, já tá lá, na minha listinha dos melhores.
eu recomendo DEMAIS.
- ah, se Jim Sturgess cantasse ‘All my Loving’ assim pra mim. hê! -
quer ficar horas e horas cantarolando a trilha delícia? baixa aqui, ó! (roubado do blog do André)
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lisie recomenda! - Dragonette

como todo mundo já percebeu, de uns tempos pra cá, meu gosto musical tem variado muito entre o indie-rock e o electro-indie/pop.
pois bem. meu mais-novo-vício musical (depois de loucas semanas com Arctic Monkeys e VHS or Beta disputando o topo no meu last.fm), é o Dragonette.
banda meio-canadense e meio-britânica, formada pela indiscutivelmente sexy Martina Sorbara (vocal), seu marido Dan Kurtz (baixo, guitarra e teclados) que nasceu [!] no Brasil, Joel Stouffer e Will Stapleton (guitarra). lançaram em 2007 seu primeiro álbum, o Galore - disponível no iTunes -, e caíram de vez na graça do público com o hit delícia “I Get Around”.
conheci por coicidência, ouvindo a rádio de um dos meus friends, no last mesmo.
apaixonei. (atrasada, infelizmente! no dia 12/04 rolou um show deles, no clube Glória em São Paulo.)
o som é empolgado, divertido e as letras tão divertidas quanto. a mistura da batida pop com as guitarras - gostosas - e o toque do sintetizador fazem um conjunto quase perfeito.
para completar, têm o visual mais do que pertinente. variam e misturam, muito bem, o retrô e o moderninho.
quer conferir? logo aí, deixo o vídeo de “I Get Around”. enjoy!
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da série: auto-explicativos
- tá cada dia mais difícil ser non-promíscuo na internet. -
[half beer later...]
(10:14:47) Malkav`s: AHuahAUHUAHAHUA…. “ANAL” XD q paia….
(10:15:33) lisie: muito. e olha que nem sou chegada, hein. imagina se fosse? viria a descrição detalhada com dicas pro final de semana.
(10:15:49) Malkav`s: HAUhahauhauHUAHUAH
(10:16:06) lisie: difícil ser inocente ~:
(10:16:15) Malkav`s: nunca é tarde para rever conceitos… ![]()
(10:16:21) lisie: MASHEIN
- tou dizendo… -
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♫ air - you make it easy
ㅤ diz:
uááááá.
não dá néam.
você pode começar.
exemplo:
momô diz: eu matei uma pessoa.
eu digo: meldels!, quem!?
momô diz: aquele cretino, sabe?
eu digo: não! que cretino!
momô diz: o teobaldo cruz, que conheci no bar do tião.
eu digo: aaaaah, mas aquele safado merecia, eu te ajudo a desovar o corpo dele.
isso tudo porque ele queria saber o motivo da minha cara de origami.
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terry poison - synthetic harmonizer
então. a senhorita ‘meus-blogs-não-vingam’ aqui resolveu voltar a blogar. depois de muito babar em blogs por aí, passar por situações blogáveis e entupir o twitter com coisas que não deveriam estar ali (ou deveriam).
assim, com um breve incentivo de um e de outro, e apesar da falta de tempo, me decidi.
e lá vamos nós, para o alto e avante! (:
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